
Caracterizando a especificidade dos relacionamentos contraditórios chega-se a conclusões inimagináveis do ponto de vista galáctico. Tremendas correlações são formadas entre a barata amassada e o amor proibido, entretanto, nada se compara ao prazer de não ter nada para se fazer.
Bombas destrutivas a caminho da realidade apagada encherão de luzes superficiais o monumento vivo e desencadearão transformações mínimas que terão o tamanho de um elefante azul.
Vivências múltiplas de caráter limpo e borrado como as cores da estrela Dalva carregarão de luzes o escurinho do cinema e encherão de Charles Chaplin’s ambulantes a atmosfera viva de carinho e solidariedade invisíveis.
Atores e mendigos fazendo amor como os pássaros carregam asas para o além. E mesmo que ocorra a desistência de parte do amanhecer branco, azuis serão os elefantes que beijarem os escorpiões sabonetados.
Rockers e bailarinas se entenderão perfeitamente como os advogados e fisioterapeutas fazem atualmente. Gerações de abelhas melosas festejarão a morte da Rainha e o Rei, mesmo trancafiado na cela escura com ar condicionado, morrerá de tédio e alegria por se sentir prestigiado.
Bolas vivas de papeis higiênicos molhados e gritos histéricos de síndicos malucos ecoarão como um alívio na imaginação dos atletas paraolímpicos trazendo bolos de medalhas de plásticos para interromper sessões solenes.
Molhos de tomate feitos por avôs italianos e sucos de mangaba comporão a mesa de moleques espertos e sonhadores que correrão na praia felizes por se perderem perigosamente sem necessitar de uma boa viagem. Busus vazios e velozes percorrerão distâncias gigantes tornando fantásticas quaisquer tipos de compromissos desmarcados.
Árvores

caídas se levantarão e despejarão frutos incríveis e tão doces que vingarão toda crueldade de uma caixa de chiclete vazio.
Amores aceitos e negados como bombas de magia pura explodirão e conduzirão a humanidade ao infinito sonho da imortalidade gerando gritos de clemência pela sua volta.
Pássaros vermelhos guerrearão com avestruzes amarelas pelo ponto comercial mais satisfatório para seus negócios. Leões pretos e amarelos serão amigos e parceiros na difícil tarefa de transpor o Rio São Francisco. Bob Dylan pegará o teclado de Lairton emprestado para vingar-se da gaita roubada pela paquita rejeitada.
Irmãos esqueléticos encherão a barriga de jogos infantis e calarão a boca de cegos multifacetados que exploram os guardas de trânsito para alcançarem o nirvana mesmo que para isso talheres de deputados barrigudos sejam disputados a tapas no Congresso Nacional enriquecido por borboletas gigantes que comandarão toda esculhambação planetária. O mar correrá solto em seu denso percurso fazendo donas de casa surfarem, no mais alto tubo de alumínio, a onda perfeita. Morenas lindas e russos alcoólatras jogarão dominó esperando a chegada de vendedores de picolé capelinha, que, por serem espertos demais se entregarão ao prazer supremo da guerra de areia causando antipatia extrema dos surfistas caretas ávidos por surfar, mas impedidos pelas donas de casa malucas, além disso, estão mortos de fome pois a tarefa de monitoramento de fogões está suspensa por tempo indeterminado.
E o amor se consumará e será a magia mais importante do veneno corrompido, impulsionando transas maravilhosas e acelerando a integração de animais indefesos que, por serem medrosos pela presença de leões rubro-negros, avestruzes, pássaros capitalistas e borboletas mandonas, se juntarão a uma tribo lunática e lutarão, indefinidamente, por um mundo qualquer e um espaço completo.
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