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A Influência Do Campo Magnético Na Germinação De Vegetais
Escrito por Fábio Henrique Silva Sales    Sáb, 14 de Novembro de 2009 17:49    PDF Imprimir E-mail
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Artigos - Ciências
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Atualmente, fala-se muito em desenvolvimento auto-sustentável, utilizar os recursos do meio de forma consciente e preservar para que as futuras gerações ainda possam usufruir deles, entre suas metas destacam-se: a preservação de recursos minerais, animais, vegetais, além da recuperação de áreas devastadas pela ação do ambiente ou até mesmo pela ação antrópica.

  1.  A finalidade deste trabalho foi usar o magnetismo como alternativa para acelerar o crescimento de espécies vegetais, inicialmente a alface, através da submissão da planta a um campo magnético fraco gerado por um solenóide como sendo uma futura técnica que possa vir a ser utilizada para se quebrar a dormência de sementes e aumentar o número de germinações.    Foram feitas experiências em laboratório simulando o cultivo de leguminosas e, diariamente, era realizada a biometria para a análise e conclusão dos resultados.

Desenvolvimento

O projeto pautou-se na análise comparativa de duas amostras, as quais denominou-se de grupos.

O grupo controle constitui-se dos seguintes elementos: água, adubo (húmus de minhoca), luz e quarenta sementes de alface. Refere-se à amostra não submetida à ação do campo magnético.

Já o grupo teste formou-se de água, adubo (húmus de minhoca), luz, quarenta sementes de alface e o fator principal: a ação do campo magnético de 0,60 mT.

Para a realização destas análises comparativas, dispomos de alguns aparelhos indispensáveis ao desenvolvimento do Projeto, a saber:

- Solenóide: condutor enrolado por espiras, no interior do qual se produz o campo magnético;

- Voltímetro: aparelho responsável pela medição da voltagem ou ddp (diferença de potencial) entre os terminais do campo;

- Teslômetro: aparelho que mede a intensidade do campo magnético;

- Termômetro: constatador da temperatura de ambos os grupos;

- Microscópio eletrônico: responsável pela análise mais minuciosa da germinação e do crescimento das sementes de alface.

Vale ressaltar que o sentido do campo variava de uma bateria para outra, ora direcionava-o de cima para baixo ora de baixo para cima. Com a finalidade de comparações do número de germinações de cada amostra.

No decorrer do trabalho, realizamos uma entrevista de cunho investigativo, com os vendedores de alfaces numa das Feiras de São Luís do Maranhão, mais precisamente a Feira da Cidade Operária, a fim de obtermos dados a respeito do cultivo da alface, como por exemplo: o tempo de germinação da mesma, o adubo utilizado nas plantações, a irrigação, o solo mais apropriado para o seu cultivo, entre outros.

Com esta coleta de informações pudemos melhorar o desenvolvimento do Projeto, aplicando os dados obtidos.

Resultados e Discussão

Após várias baterias de ensaios obtemos os seguintes resultados: com o campo magnético voltado para baixo, percebe-se que as sementes só germinam no primeiro dia após serem plantadas. Tomando como referência este ensaio para representar os resultados de todos os outros, o efeito encontrado foi que tanto o grupo teste quanto o grupo controle germinaram no mesmo dia, mas o número de germinações do grupo teste foi menor que a do controle com 30 germinações do segundo contra 6 germinações do grupo primeiro.

Enquanto que, com o campo magnético voltado para cima, observa-se que também os dois grupos tiveram suas germinações juntos no segundo dia depois de serem plantados, e o efeito encontrado foi de vantagem para o grupo que estava sob a influência do campo magnético, no qual ocorreram 31 germinações do grupo teste contra 12 germinações do grupo controle.

Com esses dados em mãos, pudemos analisar e discutir a variação da intensidade de corrente, do campo magnético em cada bateria realizada e principalmente verificar a diferença de germinações de um grupo para outro, fazendo uma analogia com o sentido do campo magnético. Constatando assim que este número variava conforme o seu sentido.

Se por exemplo, o sentido do campo tivesse de cima para baixo, o número de germinações do grupo controle era sempre superior ao número de germinações do grupo teste. Agora, se o campo tivesse direcionado de baixo para cima, o grupo teste superava o grupo controle.

Outra análise importante foi o fato de que independentemente do sentido do campo magnético, as germinações ocorriam em torno do segundo ou do terceiro dia de cultivo da bateria e com a supremacia do grupo teste.

Conclusões

Dos primeiros resultados desta investigação e mediante análise dos mesmos concluímos que:

  • O campo magnético fraco pode potencializar a germinação das sementes;
  • Para a ocorrência da germinação é indispensável oxigênio, água e hormônios;
  • A água possui um papel relevante na germinação do vegetal, pois a mesma juntamente com os sais minerais dissolvidos constitui a chamada seiva bruta, a qual circula na planta no sentido ascendente (da raiz para as folhas), pela zona mais interna do caule e graças à ação do campo magnético teve seu efeito potencializado, isto quando o mesmo estava direcionado de baixo para cima;
  • O campo magnético direcionado de cima para baixo não potencializa o número de germinações, havendo assim um menor número de sementes germinadas no grupo teste se comparado ao grupo controle;
  • O campo magnético direcionado de baixo para cima, a favor, portanto do fluxo de íons da seiva bruta, proporcionou um maior número de germinações no grupo teste.

Agradecimentos

Agradecemos à FAPEMA pelo incentivo e fomento à pesquisa científica no estado e ao CEFET-MA por ter nos dado a oportunidade de participar do referido projeto.

Referências

AWAD, Marcel; CASTRO, Paulo R.C. Introdução à fisiologia vegetal. São Paulo, Ed. Nobel, 1983.

FERRI, Mário Guimarães e vários outros autores. Fisiologia Vegetal. São Paulo, EPU: Ed. Da Universidade de São Paulo, 1979.

HENEINE, Ibrahim Felippe. Biofísica Básica. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 1996.

PAULI, Ronald Ulisses; MAUAD, Farid Carvalho; HEILMANN, Hans Peter. Física 4: Eletricidade, Magnetismo, Física Moderna e Análise Dimensional. EPU São Paulo, 1979-1980.

RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E. Biologia Vegetal. 5ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

LOPES, Sônia Godoy Bueno Carvalho. Bio- volume 2- Introdução ao estudo dos seres vivos. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2002.



 
Autor: Fábio Henrique Silva Sales

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